Caoa Chery Confirma Omoda E5 2026 no Brasil: SUV Elétrico de R$ 220 mil Chega em Setembro
A Caoa Chery confirmou em coletiva de imprensa na fábrica de Anápolis (GO), na última terça-feira (17), o lançamento do Omoda E5 2026 no mercado brasileiro. O SUV elétrico médio, irmão eletrificado do Omoda 5 a combustão, será produzido parcialmente em Goiás e chega às concessionárias em setembro de 2026 com preço sugerido de R$ 220 mil, posicionando-se entre o Caoa Chery Tiggo 8 PHEV 2026 (R$ 235.990) e o BYD Yuan Plus 2026 (R$ 188.516).
O anúncio encerra um ciclo de 14 meses de expectativa, iniciado em abril de 2025 quando o modelo foi visto em testes na região de Anápolis. A produção nacional começará com CKD (completamente desmontado) a partir de agosto, com meta de 6.000 unidades no primeiro ano. A Caoa Chery quer atingir 30% de nacionalização até dezembro de 2027, número que garantiria acesso a linhas de financiamento Finame com juros reduzidos.
Omoda E5 2026: Configuração e Especificações Confirmadas
A Caoa Chery divulgou a ficha técnica final do Omoda E5 que será vendido no Brasil. O modelo usa plataforma T1X da Chery Internacional, a mesma do Tiggo 7 Pro PHEV e do Omoda 5 a combustão, com adaptação específica pra bateria elétrica.
| Item | Omoda E5 2026 Brasil |
|---|---|
| Motor | Elétrico síncrono de imã permanente, tração dianteira |
| Potência máxima | 204 cv (150 kW) |
| Torque máximo | 34,7 kgfm (340 Nm) |
| Bateria | LFP (lítio-ferro-fosfato) de 61,4 kWh úteis |
| Autonomia Inmetro | 385 km (preliminar) |
| Autonomia WLTP | 430 km |
| 0-100 km/h | 7,2 segundos |
| Velocidade máxima | 170 km/h |
| Recarga AC (11 kW) | 0-100% em 6h30 (wallbox trifásico) |
| Recarga DC (até 80 kW) | 30-80% em 28 minutos |
| Porta-malas | 380 litros |
| Entre-eixos | 2.630 mm |
| Comprimento | 4.400 mm |
A escolha pela bateria LFP segue o padrão de custo da Chery Internacional, alinhada com a BYD e a MG. A capacidade de 61,4 kWh dá ao Omoda E5 385 km Inmetro, número competitivo com o BYD Yuan Plus e acima do MG S5 EV Comfort. A recarga DC de 80 kW não é a mais rápida da categoria, mas garante tempo razoável de parada em viagem.
Produção em Anápolis: 6.000 Unidades no Primeiro Ano
A fábrica da Caoa Chery em Anápolis, no estado de Goiás, vai produzir o Omoda E5 em sistema CKD. As peças vêm da China já no padrão partially-knocked-down, e a montagem final, calibração de bateria e inspeção de qualidade são feitas em Goiás. O processo é semelhante ao que a Caoa Chery já faz com o Tiggo 5x, Tiggo 7 e Tiggo 8 a combustão.
A meta de produção do primeiro ano é de 6.000 unidades, o que dá uma média de 500 unidades/mês. A Caoa Chery acredita que pode chegar a 9.000 unidades/ano a partir de 2027, quando a nacionalização chegar a 30% e o preço cair entre 5% e 8% por conta da redução de impostos de importação. A fábrica de Anápolis opera atualmente com 2.100 funcionários e capacidade instalada pra 60.000 veículos/ano, então tem folga pra absorver o Omoda E5 sem expansão.
Quem nos acompanha de perto percebeu: o anúncio foi feito pelo CEO da Caoa Chery, Márcio Alfonso, e pelo presidente da Chery Internacional, Zhang Shengshan. A dupla falou em português e mandarim durante 40 minutos, com tradução simultânea, e confirmou que a nacionalização gradual é prioridade, e isso é uma das coisas que a gente acha mais relevante da coletiva.
Comparativo com Tiggo 8 PHEV e BYD Yuan Plus
O posicionamento de preço do Omoda E5 coloca ele no centro de uma briga direta com 2 SUVs. A gente comparou os números que já estão disponíveis.
| Item | Omoda E5 2026 | Caoa Chery Tiggo 8 PHEV | BYD Yuan Plus 2026 |
|---|---|---|---|
| Preço | R$ 220.000 (estimado) | R$ 235.990 | R$ 188.516 a R$ 235.990 |
| Tipo | BEV puro | PHEV (híbrido plug-in) | BEV puro |
| Autonomia elétrica | 385 km Inmetro | 80 km elétrico + 700 km gasolina | 385 km Inmetro |
| Potência combinada | 204 cv | 347 cv combinados | 184 cv |
| 0-100 km/h | 7,2 s | 5,9 s | 7,3 s |
| Tração | Dianteira | Integral | Dianteira |
| Recarga DC | 80 kW | — (PHEV) | 70 kW |
A briga com o Tiggo 8 PHEV é interna na Caoa Chery. O argumento da marca é simples: o Omoda E5 é pra quem roda 90% na cidade e quer 100% elétrico, o Tiggo 8 PHEV é pra quem faz viagem longa e quer a segurança da gasolina como backup. A briga com o Yuan Plus é mais dura, porque o BYD tem rede de concessionárias maior (180 lojas vs 130 da Caoa Chery), marca mais consolidada no Brasil, e o mesmo preço de entrada.

A gente não pode afirmar que o Omoda E5 vai vender mais que o Yuan Plus, mas a Caoa Chery tem 2 trunfos que o BYD não tem: 5 anos de garantia no veículo (vs 6 da BYD) e 7 anos de garantia na bateria LFP (vs 8 da BYD), além de pacotes de revisão com preço fixo que o concorrente não tem.
Concessionárias e Pós-Venda: Rede Atual de 130 Lojas
O Omoda E5 vai usar a mesma rede Caoa Chery, que fechou maio de 2026 com 130 concessionárias em 22 estados brasileiros. A Caoa Chery informa que 92 dessas lojas já estão habilitadas pra manutenção de EVs, com técnicos treinados e ferramentas específicas pra bateria de alta tensão.
As outras 38 lojas estão em processo de habilitação, com prazo até dezembro de 2026. Quem comprar o Omoda E5 em cidade onde a concessionária ainda não está habilitada vai poder fazer manutenção em outra cidade, com transporte coberto pela garantia Caoa Chery. É um padrão que a gente viu a Toyota e a BYD usarem nos primeiros anos de seus EVs no Brasil.
A Caoa Chery também confirmou que o wallbox de 7 kW é opcional na compra, com instalação incluída nas concessionárias habilitadas das regiões metropolitanas de São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Brasília, Goiânia, Curitiba, Porto Alegre, Salvador e Recife. Em outras praças, o comprador tem que contratar eletricista credenciado, e o custo da instalação fica entre R$ 1.500 e R$ 2.500.
Expectativa de Vendas e Impacto no Mercado
A Caoa Chery projeta 6.000 unidades no primeiro ano, o que daria 500/mês, e isso é realista se comparado com o BYD Yuan Plus, que vende 1.300/mês, e o Caoa Chery Tiggo 8 PHEV, que vende 280/mês. O mercado total de SUVs elétricos no Brasil em 2025 foi de 35.000 unidades, e a projeção pra 2026 é de 65.000 unidades, então o Omoda E5 entraria com 9% do segmento, o que é expressivo.

Se a Caoa Chery atingir a meta, o Omoda E5 se torna o segundo SUV elétrico mais vendido da marca, atrás apenas do Tiggo 8 PHEV. A expansão da produção pra 9.000 unidades em 2027 depende de 2 variáveis: aceitação do mercado (que vai depender da experiência do primeiro ano) e capacidade de financiamento Finame (que vem com a nacionalização).
No fim das contas, a Caoa Chery está fazendo o que outras marcas chinesas já fizeram: produzir localmente pra baratear o preço e usar a rede de concessionárias como argumento de venda. A diferença é que o Omoda E5 chega num momento em que o mercado brasileiro já está mais maduro pra EVs, e a expectativa é que o preço de R$ 220 mil caia pra R$ 199.990 em 2027 com a nacionalização maior.
Calendário de Lançamento e Próximos Passos
A Caoa Chery confirmou o seguinte cronograma oficial de lançamento do Omoda E5 2026 no Brasil:
- Julho de 2026: início das pré-reservas nas concessionárias habilitadas, com entrada de R$ 5.000 e entrega prevista pra outubro.
- Setembro de 2026: lançamento oficial, com entrega das primeiras unidades em São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Brasília e Goiânia.
- Outubro-dezembro 2026: expansão da entrega pra todas as 92 concessionárias habilitadas, com meta de 1.500 unidades no trimestre.
- Janeiro de 2027: meta de 30% de nacionalização, com revisão do preço sugerido.
Se você está em dúvida entre SUVs elétricos, vale comparar o Omoda E5 com o MG S5 EV 2026 e o BYD Atto 3 2026, todos na mesma faixa de preço e com proposta parecida.
A gente recomenda que quem está planejando comprar um SUV elétrico até o fim de 2026 acompanhe esse calendário. Se o preço se mantiver em R$ 220 mil e a Caoa Chery cumprir a meta de qualidade e entrega, o Omoda E5 entra como uma das melhores opções de BEV na faixa de R$ 200 mil a R$ 250 mil, ao lado do MG S5 EV, do BYD Yuan Plus e do Caoa Chery Tiggo 8 PHEV.
Junho 2026 · ⏱️ 8 min de leitura