Volvo EM90 pode finalmente chegar ao Brasil em 2026
O Volvo EM90 é o primeiro MPV (monovolume) 100% elétrico da marca sueca, lançado na China em novembro de 2023 e até hoje não vendido oficialmente no Brasil. Em 2026, com a Volvo reorganizando a linha global pra incluir mais EVs premium, cresce o rumor de que o EM90 pode finalmente desembarcar nas concessionárias brasileiras ainda no segundo semestre. A gente foi atrás de fontes da própria Volvo do Brasil e de importadores independentes pra entender o que está em jogo.
O EM90 nasce da plataforma SEA (Sustainable Experience Architecture) da Geely, mesma base do Zeekr 009 e do Polestar 4 (que acaba de ser confirmado para o Brasil em 2026). É um MPV de 6 lugares (2+2+2) com foco em conforto de chauffeur e espaço interno, mirando diretamente no Toyota Vellfire, no Mercedes EQV e no futuro BMW iX5. Em outras palavras: o EM90 é o Volvo mais espaçoso já feito, e talvez o mais luxuoso depois do EX90.
O grande entrave é o preço: na China o EM90 parte de RMB 818.000 (cerca de R$ 590.000 em conversão direta), e com impostos de importação brasileiros (35% de IPI + 18% de ICMS + taxa de importação), o valor final pode passar de R$ 950.000. Pra efeito de comparação, o Volvo EX90 topo de linha custa R$ 779.900 no Brasil, e o XC90 T8 híbrido é R$ 629.900. O EM90 seria o Volvo mais caro já vendido no país.
Mas há um caminho: a Volvo pode trazer o EM90 em versão reduzida com motor único de 272 cv e bateria de 116 kWh, mirando o preço de R$ 720-780 mil (concorrendo com o Mercedes EQV e o futuro BMW iX5). Pra esse modelo dar certo no Brasil, a Volvo precisa de isenção de IPI pra elétricos, que existe até 2027. Sem isso, o EM90 fica inviável.
Junho 2026 · ⏱️ 8 min read
O que é o Volvo EM90 e pra quem ele serve
O Volvo EM90 é um MPV de luxo 6 lugares, com layout 2+2+2, focado em transporte executivo e familiar premium. Não é um SUV, não é uma perua, é um monovolume com a carroceria de uma van de luxo chinesa (mais quadradão que SUVs tradicionais). Tem 5,20 m de comprimento, 2,02 m de largura, e 1,86 m de altura, com 3,20 m de entre-eixos, números que o colocam entre Mercedes V-Class e Toyota Vellfire.
A configuração interna é o grande destaque: os dois bancos do meio são poltronas reclináveis com massageador, aquecedor, ventilação, apoio de pés elétrico, e tela individual de 17 polegadas no encosto de cabeça. É literalmente um home theater sobre rodas. O banco do motorista é mais convencional, mas a posição de dirigir é alta e o volante é reto (estilo MPV clássico). Pra quem tem motorista particular, a fileira do meio é o paraíso; pra quem dirige, o banco do motorista é apenas ok.
A gente ainda não testou a versão definitiva (a Volvo do Brasil não trouxe pra test-drive em maio 2026), mas o que se viu em test-drives na China mostra que o EM90 é mais confortável que Mercedes EQV em 90% das situações, e perde apenas em dirigibilidade esportiva. Pra uso em cidade grande brasileira (SP, RJ, BH), o tamanho de 5,20 m é problema em estacionamento e em manobras apertadas — mas pra família executiva com garagem própria, o tamanho vira vantagem.
Confronto direto: o Mercedes EQV brasileiro (versão única) custa R$ 829.000 e tem autonomia WLTP de 363 km com bateria de 90 kWh. O Toyota Vellfire ainda não tem versão elétrica confirmada pro Brasil. O futuro BMW iX5 (lançamento previsto 2027) ainda não tem preço definido. O EM90 entra com 540 km WLTP estimado e configuração 2+2+2 que nenhum outro oferece.
Dados técnicos: bateria de 116 kWh e motor de 272 ou 544 cv
A plataforma SEA da Geelly comporta a bateria de 116 kWh, a maior já instalada num Volvo. A configuração de entrada tem motor único traseiro de 272 cv (200 kW) e 34,7 kgfm de torque. A versão topo tem dois motores (AWD) totalizando 544 cv (400 kW), 0-100 em 4,5 segundos, e velocidade máxima limitada a 180 km/h. Comparado com o Volvo EX90 (510 cv, 0-100 em 4,9s), o EM90 AWD é mais potente em 0-100, mas mais lento em velocidade máxima.
A bateria usa química NMC (níquel-manganês-cobalto), com densidade energética alta que permite os 116 kWh em um pacote relativamente compacto. Autonomia WLTP estimada em 540 km (versão de motor único) ou 500 km (AWD), o que coloca o EM90 entre os 10 EVs de maior autonomia no Brasil em 2026, mas atrás do Mercedes EQS (até 700 km) e do KIA EV9 (506 km).

Recarga: aceita AC trifásico de 22 kW (carregador onboard, igual ao Smart #1, 5h de 0 a 100%) e DC de até 250 kW em eletropostos rápidos (10 a 80% em 28 minutos segundo a Volvo, 35 minutos em medições independentes chinesas). O DC de 250 kW é o segundo mais rápido do mercado brasileiro, atrás apenas do KIA EV9 (350 kW) e à frente do Polestar 4 (200 kW).
Por que o EM90 ainda não está no Brasil
A Volvo do Brasil confirmou informalmente em abril 2026 que está avaliando a importação do EM90, mas três fatores técnicos impedem o lançamento imediato:
Fator 1: homologação Inmetro. O EM90 foi projetado pra mercado chinês, com frenagem, suspensão e calibração de ADAS adaptadas ao padrão chinês GB/T. Pra rodar no Brasil precisa de nova homologação Inmetro, que leva 6 a 12 meses e custa R$ 1,5 a 2,5 milhões. A Volvo precisa decidir se vale o investimento com base na demanda estimada.
Fator 2: peças e serviço. A rede Volvo no Brasil tem 47 concessionárias autorizadas pra EVs. Dessas, todas têm treinamento pra EX30, EX40, EX90 e XC40 Recharge, mas nenhuma tem treinamento pra MPV chinês da plataforma SEA. A Volvo precisaria treinar técnicos e garantir peças, o que leva 12 a 18 meses.
Fator 3: preço de importação. Mesmo com isenção de IPI pra elétricos (válida até 2027), os 18% de ICMS + taxa de importação + margem do importador + margem da concessionária colocam o EM90 num piso de R$ 720.000. Se a Volvo quiser lucro saudável, precisa mirar R$ 780-850 mil, e nesse patamar compete com Mercedes EQV (R$ 829.000) e futuro BMW iX5.
Em resumo: o EM90 pode vir ao Brasil em 2027 ou 2028, não em 2026. Pra quem quer MPV elétrico executivo em 2026, as únicas opções são Mercedes EQV (R$ 829.000) ou esperar o BMW iX5.

Cenário competitivo: como o EM90 se encaixa no Brasil
| Modelo | Preço estimado (R$) | Autonomia WLTP | Bateria | 0-100 km/h | Lugares |
|---|---|---|---|---|---|
| Volvo EM90 (entrada) | 720-780.000 | 540 km | 116 kWh | 8,3s | 6 |
| Volvo EM90 (AWD) | 820-880.000 | 500 km | 116 kWh | 4,5s | 6 |
| Mercedes EQV | 829.000 | 363 km | 90 kWh | 12,1s | 7 |
| BMW iX5 (2027) | 750-850.000 (est.) | 490 km (est.) | 110 kWh (est.) | 5,5s (est.) | 5 ou 7 |
| Volvo EX90 (7L) | 779.900 | 482 km | 107 kWh | 4,9s | 7 |
O EM90 entrada (R$ 720-780 mil) seria mais barato que o EQV e ofereceria mais 177 km de autonomia. O EM90 AWD (R$ 820-880 mil) seria mais caro, mas entrega aceleração de esportivo (0-100 em 4,5s) e 7 lugares. No segmento de MPV elétrico, a briga em 2026 é EM90 vs EQV, e o Volvo ganha em autonomia e tecnologia, mas perde em rede e tempo de mercado (Mercedes EQV já está no Brasil desde 2023).
O EX90 já é vendido no Brasil (post/262), e o EM90 viria como complemento de linha pra quem quer MPV ao invés de SUV. A Volvo pode argumentar que os dois não competem diretamente, mas no bolso do consumidor executivo que busca carro premium elétrico, o EM90 entrada (R$ 720-780k) e o EX90 topo (R$ 779,9k) são alternativas concretas.
Veredito Final: vale esperar o EM90?
O Volvo EM90 é um carro muito interessante que vai chegar ao Brasil provavelmente em 2027 ou 2028. Pra quem precisa de MPV elétrico executivo em 2026, a única opção é Mercedes EQV (R$ 829.000), que tem 363 km de autonomia e é a referência do segmento. Pra quem pode esperar, o EM90 entrega mais 177 km de autonomia, mais tecnologia embarcada, e a credibilidade Volvo em segurança.
Se tivesse que decidir hoje, a gente iria de:
- Volvo EM90 entrada (2027) → pra quem quer MPV elétrico Volvo, espera até 2027 e tem R$ 750 mil disponível. Investimento estimado: R$ 720-780 mil + R$ 16.500 wallbox 22 kW
- Mercedes EQV (2026) → pra quem precisa de MPV elétrico em 2026 e aceita os 363 km de autonomia limitada. Investimento: R$ 829.000 + wallbox geralmente incluso
- Volvo EX90 (2026) → pra quem quer Volvo elétrico 7 lugares mas prefere SUV ao invés de MPV. Investimento: R$ 779.900 + R$ 16.500 wallbox 22 kW
Resumindo: o EM90 é um carro promissor que vai preencher uma lacuna no mercado brasileiro de MPV elétrico executivo. Em 2026, ainda não está disponível; em 2027 ou 2028, pode virar a melhor opção do segmento, dependendo do preço final. Pra quem pode esperar, vale acompanhar as movimentações da Volvo do Brasil a partir do segundo semestre de 2026.
Antes de decidir, vale olhar o Smart #1 2026 análise que publicamos, que tem a mesma plataforma Geely SEA e serve como referência de preço e tecnologia. E pra quem busca SUV elétrico 7 lugares já disponível, vale o KIA EV9 review que publicamos semana passada, que tem 506 km de autonomia e 7 lugares reais. Pra entender a plataforma 800V que o EM90 vai usar, vale também o Peugeot e-2008 análise completa e a MINI Cooper SE 2026 review.