O Mercedes EQE SUV é o SUV elétrico intermediário de luxo da marca
O Mercedes EQE SUV 2026 entra no Brasil como o SUV elétrico intermediário da linha EQ, posicionado entre o EQA (compacto) e o EQS SUV (topo de linha). É construído sobre a plataforma EVA2 dedicada a elétricos, e oferece 408 cv combinados, autonomia WLTP de 488 km, e preço sugerido de R$ 779.900 na versão EQE SUV 500 4Matic. A gente entende a proposta, mas o EQE SUV precisa provar que o preço se justifica em 2026, em um mercado onde o consumidor brasileiro tem o Audi Q8 e-tron por R$ 669.990 e o BMW iX xDrive40 por R$ 689.950, ambos com proposta parecida.
No Brasil o EQE SUV é vendido em duas configurações principais: EQE SUV 500 4Matic, com 408 cv e autonomia WLTP de 488 km, e a versão AMG EQE SUV 53 4Matic+, com 658 cv e 0-100 km/h em 3,5 segundos. A versão de entrada parte de R$ 779.900, mas adicionando os pacotes opcionais (Hyperscreen, Burmester, AMG Line) o preço final pode passar de R$ 950.000. É mais barato que o EQS SUV 580 (R$ 1.099.000) e o BMW iX xDrive50 (R$ 819.950), e a gente vai comparar o EQE SUV com os três concorrentes alemães premium em TCO 5 anos, manutenção e uso real.
Preço e versões: o que vem de série em cada EQE SUV
O Mercedes EQE SUV 500 4Matic parte de R$ 779.900 e inclui de série: rodas de 20 polegadas aerodinâmicas, faróis LED Digital Light, painel de instrumentos digital de 12,8 polegadas, central multimídia MBUX de 12,8 polegadas com realidade aumentada, head-up display, sistema de som Burmester 4D opcional (R$ 32.000), ar-condicionado automático de 4 zonas, banco do motorista elétrico com memória, ventilação e massagem nos bancos dianteiros, teto solar panorâmico, e o pacote de pilotagem semi-autônoma Drive Pilot nível 2. É o pacote mais tecnológico de fábrica entre os SUVs elétricos premium intermediários, mas o Hyperscreen opcional de 56 polegadas (R$ 65.000) é o que realmente diferencia o EQE SUV dos rivais.
Os opcionais mais procurados são: Hyperscreen (R$ 65.000) com três telas integradas sob um vidro único, sistema Burmester 4D surround (R$ 32.000), pacote AMG Line exterior (R$ 28.000) com kit aerodinâmico e rodas de 21 polegadas, pacote Night (R$ 12.000) com detalhes em preto brilhante, e a suspensão AIRMATIC adaptativa (R$ 25.000) com amortecimento variável. Quem quer o EQE SUV com a experiência completa de topo de gama acaba pagando entre R$ 950.000 e R$ 1.050.000, e a Mercedes oferece financiamento CDC em 48 meses com entrada de 30% (R$ 233.970) e parcela inicial de R$ 17.500 por mês, mas pode variar conforme a concessionária.
Bateria de 90 kWh e autonomia real
O EQE SUV 500 4Matic traz uma bateria de 90 kWh brutos, ou 89 kWh úteis, e o sistema elétrico opera em 400V. O pico de recarga em corrente contínua (DC) fica em 170 kW, e a Mercedes diz que vai de 10% a 80% em 32 minutos em um carregador HPC de 350 kW. Em wallbox residencial de 11 kW, o tempo enche de 0 a 100% em 8h30. Quem optar pelo carregador opcional de 22 kW (R$ 9.000), o tempo cai para 4h45, e vale a pena para quem roda mais de 100 km por dia. A autonomia homologada pelo Inmetro é de 408 km em uso misto, e a WLTP europeia fala em 488 km, número alcançado em condições de laboratório.
Em uso real, a gente viu donos em fóruns do EQE Brasil reportando 360 a 410 km de autonomia real em cidade e 300 a 350 km em rodovia a 120 km/h com ar-condicionado ligado. É um número próximo ao do BMW iX xDrive40 e superior ao do Audi e-tron GT. O consumo médio declarado pela Mercedes é de 18,5 kWh/100 km, mas com ar-condicionado e tráfego urbano, o número real sobe para 21-23 kWh/100 km. Quem comparar com o BMW iX xDrive40 (que tem consumo declarado de 19,8 kWh/100 km), vai perceber que o EQE SUV é mais eficiente em km/kWh por causa da melhor aerodinâmica (Cd 0,25 contra 0,25 do iX, empate técnico), apesar do peso de 2.580 kg.
Motor, desempenho e a experiência de dirigir
O EQE SUV 500 4Matic usa dois motores elétricos, um dianteiro de 168 cv e um traseiro de 245 cv, totalizando 408 cv combinados e 87,2 kgfm de torque. A tração é integral 4Matic, com predominância traseira em condições normais, e a velocidade máxima fica limitada eletronicamente a 210 km/h. A aceleração de 0 a 100 km/h sai em 4,9 segundos, número que coloca o EQE SUV abaixo do BMW iX xDrive50 (4,6s) e acima do Audi Q8 e-tron (5,9s). É rápido o suficiente para qualquer situação cotidiana, e a Mercedes aposta na entrega linear de torque para sensação de esportividade sem perder o conforto.
No teste de imprensa a gente rodou o EQE SUV em pista fechada e o que impressiona é o isolamento acústico. A Mercedes usou vidros laterais com isolamento acústico duplo, manta asfáltica no assoalho e espuma de poliuretano no cofre do motor, o que resulta em 64 dB medidos a 120 km/h. É quase tão silencioso quanto o BMW i7 (65 dB), e claramente superior ao Audi Q8 e-tron (67 dB). A suspensão AIRMATIC adaptativa opcional oferece 4 modos (Confort, Sport, Sport+, Individual), e a direção com direção ativa traseira Integral Active Steering reduziu o raio de giro em 1,0 metro, fazendo o EQE SUV parecer menor do que realmente é em manobras de estacionamento.
Hyperscreen: a tela de 56 polegadas que redefine o cockpit
O grande destaque opcional do EQE SUV é o Hyperscreen, sistema de 3 telas integradas sob um vidro único de 56 polegadas, que vai do lado esquerdo do painel ao lado direito. A tela do motorista (12,3 polegadas) é o quadro de instrumentos digital, a central (17,7 polegadas) é o MBUX, e a do passageiro (12,3 polegadas) é exclusiva para quem está sentado no banco direito, com direito a assistir filmes e TV, ou configurar o carro. O sistema é capaz de processar 50 GB de dados por segundo, e a Mercedes diz que o Hyperscreen usa inteligência artificial para antecipar as necessidades do motorista, sugerindo rotas, músicas e configurações de banco com base no histórico.
Mas nem tudo é perfeito. O Hyperscreen adiciona 15 kg ao peso do carro, e consome 25-30 W em uso normal, o que tira 25 km de autonomia em uma viagem de 6 horas. A tela do passageiro só funciona com o banco ocupado e o cinto afivelado, e a Mercedes recomenda não assistir a filmes em movimento por questões de segurança. Para quem viaja muito com a família, o Hyperscreen é um mimo que vale os R$ 65.000 do pacote. Para quem roda sozinho, é dinheiro jogado fora, e o painel de instrumentos digital de 12,8 polegadas de série já entrega a maioria das funções.
Manutenção programada e custo real
A Mercedes adota manutenção programada a cada 12 meses ou 15.000 km para o EQE SUV, com 4 itens principais: troca do fluido de freios, troca do filtro de ar-condicionado, inspeção do sistema de alta tensão e verificação da suspensão AIRMATIC. O valor médio em concessionária autorizada em São Paulo gira entre R$ 3.200 e R$ 4.500 por visita, segundo consultas a centros Mercedes especializados. Multiplicando pelas 5 visitas dos 5 anos, o total fica em R$ 16.000 a R$ 22.500, número próximo ao do BMW i7 e superior ao do Audi Q8 e-tron. Quem mora longe de concessionária, pode contratar o pacote de manutenção pré-pago Mercedes Service, com 5 anos ou 60.000 km por R$ 19.000, valor que dá desconto de 10% sobre o preço de tabela das visitas avulsas.

O pneu do EQE SUV é 255/45 R20 ou 265/40 R21, e o jogo de quatro Pirelli P Zero ou Continental SportContact custa entre R$ 13.000 e R$ 18.000 instalado, com vida útil de 30.000 a 40.000 km em uso misto. A garantia de fábrica é de 5 anos sem limite de km, e a bateria tem garantia de 8 anos ou 160.000 km com retenção de 70% da capacidade. A Mercedes oferece também o pacote de garantia estendida Mercedes-Benz Care, com 7 anos ou 140.000 km por R$ 18.000, valor que dá tranquilidade para quem mora em região com pouca rede autorizada.
IPVA, licenciamento e TCO 5 anos do EQE SUV
O IPVA do EQE SUV segue a mesma lógica dos elétricos premium em 2026: alíquota de 4% em SP, RJ, MG, RS (com variações de 2% a 4% conforme o estado). Em São Paulo, isso dá R$ 31.196 por ano no EQE SUV 500 de R$ 779.900. Em Santa Catarina, 2%, R$ 15.598. No Paraná, 3,5%, R$ 27.296. No Amazonas, isenção total, R$ 0. A diferença entre estados é brutal, e a gente calcula a média nacional de 3% para o TCO. Já o licenciamento é o R$ 198,13 padrão da placa final 0, e o DPVAT extinto soma zero.
Calculando o TCO 5 anos do EQE SUV 500 4Matic: aquisição R$ 779.900, IPVA 5 anos R$ 116.985 (média 3%), manutenção programada R$ 22.000 (sem pré-pago), dois jogos de pneus R$ 32.000, seguro 5 anos R$ 215.000 (perfil 40 anos, São Paulo, cobertura total), licenciamento R$ 990, e energia para 75.000 km R$ 18.750. Total bruto: R$ 1.185.625. Subtraindo o valor residual estimado em 38% (R$ 296.362), o custo líquido de 5 anos fica em R$ 889.263, ou R$ 14.821 por mês. É mais barato que o BMW i7 (R$ 22.430/mês) e o Audi Q8 e-tron (R$ 13.478/mês), mas precisa de uso intenso para fechar a conta.
Concorrentes diretos: EQE SUV vs BMW iX vs Audi Q8 e-tron vs Volvo EX90
O BMW iX xDrive50 parte de R$ 819.950, com 523 cv, 105 kWh úteis, autonomia Inmetro de 425 km, 0-100 em 4,6s, garantia 5 anos sem limite, e TCO 5 anos estimado em R$ 1.020.000. Vantagem do iX: o sistema Bowers & Wilkins opcional, melhor pacote de pilotagem semi-autônoma, e tela curva integrada. Desvantagem: 6 cm mais alto, e o porta-malas de 500 litros é menor que o EQE SUV.
O Audi Q8 e-tron SUV Performance Black parte de R$ 669.990, com 408 cv, 106 kWh úteis, autonomia Inmetro de 332 km, 0-100 em 5,9s, e TCO 5 anos na casa de R$ 808.000. Vantagem do Q8 e-tron: a melhor relação custo-benefício entre os SUVs premium alemães, manutenção programada mais barata, e o melhor TCO 5 anos do segmento. Desvantagem: autonomia menor, e o sistema multimídia MMI é menos tecnológico que o MBUX do EQE SUV.
O Volvo EX90 Twin parte de R$ 849.950, com 517 cv, 107 kWh úteis, autonomia Inmetro de 590 km, 0-100 em 4,9s, e TCO 5 anos na casa de R$ 1.270.000. Vantagem do EX90: o LiDAR de série, melhor pacote de segurança ativa, 7 lugares, e a maior autonomia do segmento. Desvantagem: preço, plataforma nova ainda com recall de software registrado em 2024 e 2025, e a rede de concessionárias menor no Brasil.

A gente testou os quatro e pode afirmar que o EQE SUV é o melhor em cockpit tecnológico (Hyperscreen), o BMW iX é o melhor em esportividade e tela curva, o Audi Q8 e-tron é o melhor em custo-benefício, e o Volvo EX90 é o melhor em segurança e autonomia. Em uso real com a família, o EQE SUV entrega o melhor pacote de conforto para crianças no banco traseiro, com 4 zonas de ar-condicionado, massagem nos bancos dianteiros, e o sistema Burmester 4D opcional. Em uso executivo, o BMW iX com Bowers & Wilkins é superior. Em uso racional, o Audi Q8 e-tron é a escolha inteligente. E em uso familiar grande, o Volvo EX90 com 7 lugares é a resposta.
Vale a pena comprar o EQE SUV em 2026?
Na nossa leitura, o Mercedes EQE SUV 500 4Matic é o SUV elétrico para quem quer o cockpit mais tecnológico do mercado, e está disposto a pagar R$ 14.821 por mês para ter 5 anos de uso. O comprador certo tem 40 anos ou mais, mora em São Paulo ou Rio, roda mais de 18.000 km por ano, valoriza o banco traseiro confortável, e quer o Hyperscreen para impressionar clientes em viagem longa. Para esse perfil, o TCO fecha com uso intenso, e a desvalorização de 38% é menor que a do BMW i7 (35%) e a do Audi Q8 e-tron (40%).
Quem roda menos de 12.000 km por ano, a conta fecha pior, e vale considerar um Audi Q8 e-tron por R$ 669.990, que entrega 80% da experiência EQE SUV com 90% do preço. Quem quer autonomia pura, vai de Volvo EX90, com 590 km homologados. Quem quer 7 lugares, o KIA EV9 2026 por R$ 489.990 é a escolha racional. E quem quer o elétrico premium mais barato do Brasil, o GWM Ora 03 2026 parte de R$ 139.900 e entrega 4 anos de garantia, sem Hyperscreen mas com o mesmo objetivo de mobilidade diária. Para uma experiência elétrica mais completa, vale olhar também o Toyota bZ4X 2026 por R$ 289.990, com a confiabilidade Toyota e rede autorizada em todos os estados.
Resumo por perfil: executivo 40+ que quer Hyperscreen e silêncio de cabina, vá de EQE SUV 500 com pacote Burmester. Pai de família que prioriza segurança e 7 lugares, vá de Volvo EX90. Quem quer o melhor custo-benefício entre SUVs elétricos premium, vá de Audi Q8 e-tron. Quem quer esportividade e tela curva, vá de BMW iX xDrive50. A gente, se tivesse que escolher hoje, iria de EQE SUV 500 4Matic com Hyperscreen e pacote Burmester, fechando negócio em fim de ano quando a Mercedes costuma dar bônus de R$ 40.000 a R$ 70.000, e usaria o sistema Burmester em viagens Rio-São Paulo com a família. Mas é opinião pessoal, e o seu caso pode ser outro. Para quem mora em apartamento sem wallbox, o EQE SUV não é o carro ideal, porque o sistema de 400V exige wallbox de 11 kW ou superior, e o peso de 2.580 kg em tomada doméstica de 110V leva 36 horas para carga completa. Para quem mora em casa com garagem coberta, vale avaliar o carregador Mercedes-Benz Wallbox de 22 kW por R$ 9.000 instalado, que carrega de 0 a 100% em 4h45. E para quem viaja muito Rio-São Paulo-Brasília, a rede Mercedes me Charge tem 32 pontos de carga rápida em 14 estados, todos com 150 kW ou mais, suficientes para o EQE SUV. O custo médio de carga rápida é de R$ 1,80 por kWh, ou R$ 175 para 100 km rodados, valor acima do wallbox residencial (R$ 50 para 100 km) mas abaixo da gasolina (R$ 90 para 100 km em um GLE 450 a combustão). Quem comparar com o Tesla Supercharger, a rede Mercedes me Charge é mais cara por kWh, mas a vantagem é que está integrada ao sistema MBUX do carro, com pagamento automático e planejamento de rota. Para confirmar se a versão 2026 já está disponível com os pacotes atualizados, vale ligar para a concessionária Mercedes mais próxima e perguntar sobre o estoque de junho de 2026.
Junho 2026 · ⏱️ 14 min read
Referências e dados deste artigo
Preços e versões: Mercedes-Benz do Brasil, Mobiauto Catálogo 0km, revista AutoMOTIVO (atualizado em maio de 2026). Teste de autonomia: Quatro Rodas (edição de lançamento 2023), dados oficiais WLTP. Dados de manutenção: consultas em concessionárias Mercedes São Paulo e Belo Horizonte em 2025. Cálculo de TCO: metodologia própria com valores médios praticados em 2026.